domingo, 11 de setembro de 2016


Um dia de cada vez

Courtney C. Stevens



Categoria: YA/ Drama
Ano: 2014

Páginas: 232
Editora: Suma de Letras
        
Eu me apaixonei pelo livro na medida em que fui lendo, a forma como era narrado, e o modo de como o autor usou as palavras, me fez sentir as mesmas emoções que os personagens estavam sentindo. Eu me coloquei no lugar de Alexi, e tentei enxergar as coisas como ela enxergava. E não conseguiria passar por isso se não fosse com uma pessoa, como Bodee era para ela.
Alexi Littrell, ela era uma garota bastante popular, bonita e sociável. Até que um dia em uma noite de verão sua vida muda completamente, algo que nunca mais irá voltar foi tirado dela, sem que ela quisesse, mas, ela se culpa por não ter conseguido abrir a boca e ter se defendido, ela tenta fazer com que a dor física seja maior que a dor que ela sente dentro de si, então ela cavuca  uma ferida que tem na nuca. Só que a ferida exterior não dói mais que a interior.



Depois que Alexi sofre esse abuso em sua própria casa, ela tenta se isolar, se afasta de seus amigos e de sua família, por medo. Medo de ser a coitadinha que todos terão dó, que a acusam e apontam o dedo, então ela tenta viver um dia de cada vez. Ninguém sabe de nada, o abusador age como se nada estivesse acontecido, e ela não tem um bom relacionamento com sua irmã, e seus pais não entenderiam. Ela também tem Liz e Heather , que são suas melhores amigas, mas não sabem de nada. Heather acha que Alexi precisa e de um relacionamento, e arranja alguns encontros para ela. E Liz apesar de sua maturidade, não pode ajudá-la.
O que faz ela sobreviver no terceiro ano, são as letras de um garoto misterioso que ela não sabe o nome, então coloca o apelido de Capitão letra de musica. As letras dele a fazem manter viva, pois pra ela parece que ele sabe o que ela esta sentindo. Ela se apaixona por ele, um garoto cujo nem o nome sabe. Então ela tenta encontra-lo.



Ate que ela conhece de verdade Bodee. Bodee e um garoto calado retraído que não tem amigos. Ele tem o apelido de garoto Ki-suco, por que, cada dia ele está com a cor do cabelo diferente. Até que um dia ele é notado por todos, por causa de uma tragédia que aconteceu em sua família, sua mãe morre. Ao sair as pressas do funeral de sua mãe antes de acabar e não dizer nada, Alexi vai ate ele. E então depois disso eles parecem ter uma pequena ligação que os une, nos corredores da escola eles se comunicam um pouco. Então, os pais de Alexi decidem que Bodee pode passar um tempo em sua casa, já que agora ele só tem o seu irmão Ben, que tem muitas coisas para resolver.
Alexi e Bodee, percebem que podem fazer bem um para o outro. Alexi descobre que Bodee e uma pessoa legal, e eles se tornam grandes amigos. E Bodee ajuda Alexi a enfrentar seus medos, e ela o ajuda a enfrentar os dele.



Uma atualidade da obra, e o abuso que Alexi sofre de uma pessoa próxima, ela nos mostra como garotas que passarão pelo que ela passou, que tentam todos os dia, enfrentar seus medos, e conseguir sobreviver sem ser a menina que todos tem pena. Ela mostra que podemos conhecer pessoas que nunca imaginamos que nos ajudaríamos em um momento como de Alexi.

Uma citação do livro:
   “... Para todas as meninas e meninos que precisaram de um Bodee”

Algumas letras que o capitão letra de musica deixava pra Alexi

"Sozinho.
 Diante desta multidão.
 Sozinho, neste sonho de matar   
 Quem sou eu neste silencio visível ?
 Será que alguém me ouve gritar ?"

 "Segure firme
 Enquanto eu me perco de novo"

"Você me vê neste lugar ? 
 Um conto de fadas prestes a acabar"


"Não serão cavalos a correr
 Não serão homens a andar
 Poe minha alma de volta no lugar"


Lidia Pereira Vieira

CEPI Pré-universitário 2°B - 2016

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A Rainha Vermelha

Victoria Aveyard





Título Original: Red Queen
Ano de lançamento:
2015
Número de páginas:
414
Editora: Seguinte


                                      
“O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: Vermelho ou Prateado.”

Me indicaram A Rainha Vermelha já faz um tempo e, nossa, como enrolei para ler. O título não me chamou a atenção. Para ser mais sincera, me deu a impressão de que eu não iria gostar. Então, meu pai resolveu me dar um livro de presente e eu arrisquei pedir esse. Na primeira página, continuei com a mesma opinião. Tanto não me prendeu a atenção que tive que recomeçar a leitura cinco vezes. Valeu à pena o esforço. Esse meu desânimo sumiu antes do fim do primeiro capítulo e não voltou até agora. Estou ansiosíssima pelos próximos, já que é o primeiro de uma trilogia e esperar pelo livro físico está sendo um exercício do meu autocontrole.


A própria protagonista já é um atrativo. Eu sofri, me indignei, fiquei com raiva, desconfiei e confiei junto a Mare. É uma garota que não teve escolha a não ser crescer e dá para ver que essa é a realidade de pessoas como ela: aqueles de sangue vermelho, plebeus. Pois, diferente dos prateados, vermelhos não têm poderes especiais, precisam trabalhar ou, assim que completarem dezoito anos, irão enfrentar o terror da guerra e, muito provavelmente, morrerão. E esse é o futuro da protagonista, pois roubar não é considerado um trabalho e é a única coisa que ela sabe fazer para ajudar a sua família.
Quando as esperanças de Mare estão quase mortas, um encontro com um homem misterioso muda tudo e ela consegue um emprego no palácio. Seria uma criada, teria que servir aqueles que mais despreza, além de futuramente ter que deixar Palafitas, o vilarejo onde vive, se dirigindo à capital junto a seus "patrões". Difícil. Porém, naquele momento, passou por cima de seu próprio orgulho.  Tudo pela família.
Então, um acidente revela para todos os prateados presentes, e até para a própria Mare, que ela possui um poder misterioso... Mas como? Seu sangue é vermelho, não há dúvidas disso.
É aí que a história realmente começa.



Victoria nos trás uma protagonista de personalidade forte, que não aceita tudo que lhe é imposto de cabeça baixa, mas, se é por aqueles que ama, ela os coloca na frente de qualquer coisa, até de si própria. E a história está recheada de mulheres fortes como ela.
Então, temos os prateados. A visão de Mare é, inicialmente, cheia de ódio. Eles são seus opressores. Por culpa deles, os vermelhos são obrigados a se matar de trabalhar, viver em lugares sujos, morrer na guerra. Mas ao longo do livro, ela vai amadurecendo e a minha visão foi se modificando junto com a dela.

“O mundo é prateado, mas também cinza. Não existem o preto e o branco.”

Vi muitos classificando A Rainha Vermelha apenas como Ficção Juvenil, no entanto, o vi também como distopia. É uma monarquia e, apesar do rei não ser exatamente mau, os prateados são inegavelmente privilegiados, enquanto os vermelhos são jogados para a mais profunda camada da sociedade. Não são escravos, mas apenas para dar certa ilusão de liberdade. São mantidos vivos apenas para fazerem os trabalhos que “não são dignos” dos prateados e serem sacrificados na guerra por interesses que não são deles.
E, como em muitas distopias, temos um grupo revolucionário: A Guarda Escarlate. Vermelhos lutando pelo direito de viver.  E mesmo assim havia o outro lado: a nobreza utilizando qualquer oportunidade que aparecia para fazer da Guarda Escarlate a vilã da história. Apesar do poder de fogo menos poderoso, eles estudam o alvo e traçam estratégias de forma que teriam forma de fugir se tudo desse errado, além de utilizar do elemento surpresa e outras formas de abalo psicológico. Assim, podem superar o poderio militar inferior, de forma que me fez lembrar muito das guerrilhas. Seria então possível que, assim como os vietnamitas venceram os EUA, a Guarda Escarlate supere o poder  da nobreza? Espero que sim. Apesar de não estarem em um ambiente tão familiar quanto os vietcongues, podem possuir um trunfo que, com toda certeza, eles não tiveram.
A Rainha Vermelha tem ação, revolução, tragédia, romance e muito mais. Victoria escreve maravilhosamente bem, aborda temas interessantes durante toda a trama e foge do clichê. Me surpreendeu e, com toda certeza, valeu muito à pena.






Ana Elisa Galvão de Lima

Colégio Pré-universitário 2°B - 2016 
Alice no País das Maravilhas 
Lewis Carroll



Se tem como personagens principais dessa história: Alice, o Chapeleiro Maluco, Coelho Aloprado, a Duquesa, Rainha Vermelha e o gato inglês. A história começa com Alice sentada no jardim com sua irmã enquanto lia um livro. Em determinado momento, ela vê um coelho branco passando. Sem dar muita atenção, não percebe que não se trata de um coelho comum. Esse, está vestindo um terno e não parava de olhar um relógio de bolso, como se estivesse atrasado. Alice se levanta rapidamente e vai atrás dele. Quando o coelho entra em uma toca no chão, ela vai junto. 
Pode-se notar alguns pontos de atualidade nesta obra com a Rainha Vermelha que grita várias vezes Cortem-lhe a cabeça!" onde se trata do autoritarismo da rainha, por vezes sendo enfrentada por Alice. Hoje em dia, temos sociedades controladas por grupos, onde um é superior ao outro e utilizam da autoritarismo através da ditadura.
Este livro trata-se de uma obra de tema fantástico, notando-se isso pois são tratados em uma realidade ilógica, ou seja, a narrativa se desenvolve em um mundo irreal, um universo onírico marcado pelo absurdo e situações extraordinárias. 
Segundo o filósofo e linguista búlgaro Tzvetan Todorov: "Há um fenômeno estranho que se pode explicar de duas maneiras, por meio de causas de tipo natural e sobrenatural. A possibilidade de se hesitar entre os dois, criou o efeito fantástico." 

Alice "O jogo vai indo bem melhor agora – comentou ela, para não deixar a conversa morrer."
A Duquesa "–É mesmo, e a moral disso é: Oh, o amor, é o amor que faz o mundo girar!"
Alice "–Alguém me disse que isso só acontece quando cada um cuida da sua própria vida!"
A Duquesa "–Excelente! Isso significa a mesma coisa: cuide do sentido e os sons das palavras cuidarão de si mesmos." 



A Duquesa "–Há um grande veio de mostarda numa mina aqui perto. E a moral disso é: Cada vez que um veio, um outro sempre se foi."
Alice "–Ah! Já sei! Trata-se de um vegetal. Não parece muito, mas é."
A Duquesa "–Concordo inteiramente com você, e a moral disso é: Seja o que você pareceria ser. Se você preferir de maneira mais simples: Nunca se imagine como não sendo outra coisa do que aquilo que poderia parecer aos outros que aquilo que você foi ou poderia ter sido não fosse outra coisa do que o que você poderia ter sido parecia a eles ser outra coisa."

Juliara Sandes Silva

CEPI Pré-universitário 2°B - 2016
Guerra Civil
Stuart Moore




O livro Guerra Civil é basicamente um confronto dos jovens Vingadores e da S.H.I.E.LD. A diretora da S.H.I.E.L.D e os policiais de Nova York tentam capturar o Capitão Falcão e Wiccano , mas eles 
acabam escapando. 
No livro, também tem o Quarteto Fantástico, Homem-Aranha, os vilões e o Demolidor, que ajuda a salvar várias pessoas em um acidente misterioso em um prédio na cidade de Stanford. Também lutaram contra um grande robô cujo nome era Destinobô, depois tiveram uma reunião entre todos eles, pois várias pessoas haviam morrido. 
A S.H.I.E.L.D os chama para trabalharem com ela e todos eles revelam seus nomes verdadeiros, apesar de nem todos estarem de acordo com isso. Obviamente, todos já conheciam a identidade do Homem de Ferro, do Quarteto Fantástico, além de alguns dos Vingadores. 
O livro é mistério atrás de mistério, cada coisa nos deixa com a mente leve e viajante, parece até que estamos sonhando, ele te leva a outro mundo da literatura, um mundo onde tudo é melhor, onde não há preocupação. 
No livro também há intrigas entre Homem de Ferro e Capitão América, dois membros essenciais para os Vingadores, a maior equipe de super heróis do mundo. Quando uma trágica batalha deixa um buraco em Stanford, matando centenas de pessoas, o governo americano exige que todos os Super heróis revelem suas identidades secretas e registrem seus poderes. Para Tony Stark, o Homem de Ferro, é um passo lamentável, porém necessário, o que o leva a apoiar a lei. Para Capitão América, é uma intolerável agressão à liberdade cívica. 
E ainda assim, a obra acaba em mistério. Foi baseada em uma HQ de imenso sucesso, com certeza.


Ângela Nunes

CEPI Pré-universitário 2°B - 2016

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

    PONTO DE IMPACTO



               
   Dan Brown o mesmo autor de O CÓDIGO DA VINCI escreve um livro com tramas alucinantes capaz de prender a atenção do leitor de forma surpreendente. Com várias tramas interligadas ele é capaz de fazer a cabeça do leitor girar, para tentar entender as tramas que vão se desenvolvendo durante o decorrer do livro.
   Uma trama alucinante envolvendo as agências do EUA é desenvolvida no decorrer do livro, envolvendo uma suposta descoberta da agência espacial conhecida como NASA.
   As impressões que o livro dá ao leitor é de que o autor Dan Brown sabia exatamente sobre como prender a atenção dos leitores. O livro mantém ação a maior parte do tempo, o que realiza as vontades daquele leitor que não aguenta livros com começos “ fracos “, Dan Brown consegue atingir em ponto o que o leitor deseja. Os personagens atraem a atenção do leitor de forma que o leitor deseja profundamente descobrir sua historias, personagens como Rachel Sexton, Marjorie tench, Zach Herney, Sedgewick Sexton é outros que formam um enredo cativante que prende o leitor fixamente ao livro.
  A história se passa no tempo de atualidade, o autor mantém grande parte do livro dentro do que conhecemos atualmente, algumas tecnologias que são citadas atualmente existem.
  O livro que Dan Brown escreve e classificado como Ficção, mas a impressão que temos e de que a ficção se mesclar com o gênero policial, assim despertando cada vez mais e mais a vontade de leitor.
  Dan Brown invade sem medo a atualidade de hoje, retratando a atualidade política de hoje, mostrando as intrigas e disputas por poder. O autor também invade temas como altas tecnologia, desde armas até veículos.
 Existe uma citação que se refere aos personagens Sexton e Gabrielle Ashe que chama a atenção pelo o que o autor aborda como conclusão.
 Normalmente a assessora as teria ignorado. Mas naquela noite um detalhe chamou sua atenção. Como a maioria dos objetos de Sexton, elas tinham sua monograma: Duas letras entrelaçadas – SS. Lembrou-se da primeira senha que o senador havia usado: SSS. Depois lembrou-se de seu calendário...POTUS... e a proteção de tela com imagens da casa Branca e a mensagem positiva se repetia infimamente:
 Sedgewick Sexton, Presidente dos Estados Unidos... Sedwick Sexton, Presidente dos Estados Unidos... Sedgewick Sexton...
 Gabrielle pensou durante alguns segundos. Ele seria arrogante a este ponto?
  Ela não levaria muito tempo para descobrir. Correu de volta para a mesa do senador e digitou a senha de sete dígitos:
                         POTUSSS
  A proteção de tela sumiu imediatamente
Gabrielle olhou, incrédula.
Nunca subestime o ego de um politico
   Quando Dan Brown diz – Nunca subestime o ego de um político. Ele consegue se referia a vários sentidos e ao mesmo tempo abordar o tema principal de acordo com  o contexto, porque se você pegar somente  essa frase e refletir sobre ela, abre mil e umas situações que podemos utiliza-las, desde promessas de políticos a feitos perigosos diretamente ou indiretamente, no contexto que Dan Brown utiliza a frase ele claramente fala pelas entre linhas de que um político sempre será convencido daquilo para que ele e preparador, o que e o caso de Sexton, um político experiente que tem absoluta certeza do que quer.


                                                                 Jefferson S. N. Rodrigues                                                   
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                                                         Colégio Pré-universitário. 2 B- 2016