sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A Rainha Vermelha

Victoria Aveyard





Título Original: Red Queen
Ano de lançamento:
2015
Número de páginas:
414
Editora: Seguinte


                                      
“O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: Vermelho ou Prateado.”

Me indicaram A Rainha Vermelha já faz um tempo e, nossa, como enrolei para ler. O título não me chamou a atenção. Para ser mais sincera, me deu a impressão de que eu não iria gostar. Então, meu pai resolveu me dar um livro de presente e eu arrisquei pedir esse. Na primeira página, continuei com a mesma opinião. Tanto não me prendeu a atenção que tive que recomeçar a leitura cinco vezes. Valeu à pena o esforço. Esse meu desânimo sumiu antes do fim do primeiro capítulo e não voltou até agora. Estou ansiosíssima pelos próximos, já que é o primeiro de uma trilogia e esperar pelo livro físico está sendo um exercício do meu autocontrole.


A própria protagonista já é um atrativo. Eu sofri, me indignei, fiquei com raiva, desconfiei e confiei junto a Mare. É uma garota que não teve escolha a não ser crescer e dá para ver que essa é a realidade de pessoas como ela: aqueles de sangue vermelho, plebeus. Pois, diferente dos prateados, vermelhos não têm poderes especiais, precisam trabalhar ou, assim que completarem dezoito anos, irão enfrentar o terror da guerra e, muito provavelmente, morrerão. E esse é o futuro da protagonista, pois roubar não é considerado um trabalho e é a única coisa que ela sabe fazer para ajudar a sua família.
Quando as esperanças de Mare estão quase mortas, um encontro com um homem misterioso muda tudo e ela consegue um emprego no palácio. Seria uma criada, teria que servir aqueles que mais despreza, além de futuramente ter que deixar Palafitas, o vilarejo onde vive, se dirigindo à capital junto a seus "patrões". Difícil. Porém, naquele momento, passou por cima de seu próprio orgulho.  Tudo pela família.
Então, um acidente revela para todos os prateados presentes, e até para a própria Mare, que ela possui um poder misterioso... Mas como? Seu sangue é vermelho, não há dúvidas disso.
É aí que a história realmente começa.



Victoria nos trás uma protagonista de personalidade forte, que não aceita tudo que lhe é imposto de cabeça baixa, mas, se é por aqueles que ama, ela os coloca na frente de qualquer coisa, até de si própria. E a história está recheada de mulheres fortes como ela.
Então, temos os prateados. A visão de Mare é, inicialmente, cheia de ódio. Eles são seus opressores. Por culpa deles, os vermelhos são obrigados a se matar de trabalhar, viver em lugares sujos, morrer na guerra. Mas ao longo do livro, ela vai amadurecendo e a minha visão foi se modificando junto com a dela.

“O mundo é prateado, mas também cinza. Não existem o preto e o branco.”

Vi muitos classificando A Rainha Vermelha apenas como Ficção Juvenil, no entanto, o vi também como distopia. É uma monarquia e, apesar do rei não ser exatamente mau, os prateados são inegavelmente privilegiados, enquanto os vermelhos são jogados para a mais profunda camada da sociedade. Não são escravos, mas apenas para dar certa ilusão de liberdade. São mantidos vivos apenas para fazerem os trabalhos que “não são dignos” dos prateados e serem sacrificados na guerra por interesses que não são deles.
E, como em muitas distopias, temos um grupo revolucionário: A Guarda Escarlate. Vermelhos lutando pelo direito de viver.  E mesmo assim havia o outro lado: a nobreza utilizando qualquer oportunidade que aparecia para fazer da Guarda Escarlate a vilã da história. Apesar do poder de fogo menos poderoso, eles estudam o alvo e traçam estratégias de forma que teriam forma de fugir se tudo desse errado, além de utilizar do elemento surpresa e outras formas de abalo psicológico. Assim, podem superar o poderio militar inferior, de forma que me fez lembrar muito das guerrilhas. Seria então possível que, assim como os vietnamitas venceram os EUA, a Guarda Escarlate supere o poder  da nobreza? Espero que sim. Apesar de não estarem em um ambiente tão familiar quanto os vietcongues, podem possuir um trunfo que, com toda certeza, eles não tiveram.
A Rainha Vermelha tem ação, revolução, tragédia, romance e muito mais. Victoria escreve maravilhosamente bem, aborda temas interessantes durante toda a trama e foge do clichê. Me surpreendeu e, com toda certeza, valeu muito à pena.






Ana Elisa Galvão de Lima

Colégio Pré-universitário 2°B - 2016 
Alice no País das Maravilhas 
Lewis Carroll



Se tem como personagens principais dessa história: Alice, o Chapeleiro Maluco, Coelho Aloprado, a Duquesa, Rainha Vermelha e o gato inglês. A história começa com Alice sentada no jardim com sua irmã enquanto lia um livro. Em determinado momento, ela vê um coelho branco passando. Sem dar muita atenção, não percebe que não se trata de um coelho comum. Esse, está vestindo um terno e não parava de olhar um relógio de bolso, como se estivesse atrasado. Alice se levanta rapidamente e vai atrás dele. Quando o coelho entra em uma toca no chão, ela vai junto. 
Pode-se notar alguns pontos de atualidade nesta obra com a Rainha Vermelha que grita várias vezes Cortem-lhe a cabeça!" onde se trata do autoritarismo da rainha, por vezes sendo enfrentada por Alice. Hoje em dia, temos sociedades controladas por grupos, onde um é superior ao outro e utilizam da autoritarismo através da ditadura.
Este livro trata-se de uma obra de tema fantástico, notando-se isso pois são tratados em uma realidade ilógica, ou seja, a narrativa se desenvolve em um mundo irreal, um universo onírico marcado pelo absurdo e situações extraordinárias. 
Segundo o filósofo e linguista búlgaro Tzvetan Todorov: "Há um fenômeno estranho que se pode explicar de duas maneiras, por meio de causas de tipo natural e sobrenatural. A possibilidade de se hesitar entre os dois, criou o efeito fantástico." 

Alice "O jogo vai indo bem melhor agora – comentou ela, para não deixar a conversa morrer."
A Duquesa "–É mesmo, e a moral disso é: Oh, o amor, é o amor que faz o mundo girar!"
Alice "–Alguém me disse que isso só acontece quando cada um cuida da sua própria vida!"
A Duquesa "–Excelente! Isso significa a mesma coisa: cuide do sentido e os sons das palavras cuidarão de si mesmos." 



A Duquesa "–Há um grande veio de mostarda numa mina aqui perto. E a moral disso é: Cada vez que um veio, um outro sempre se foi."
Alice "–Ah! Já sei! Trata-se de um vegetal. Não parece muito, mas é."
A Duquesa "–Concordo inteiramente com você, e a moral disso é: Seja o que você pareceria ser. Se você preferir de maneira mais simples: Nunca se imagine como não sendo outra coisa do que aquilo que poderia parecer aos outros que aquilo que você foi ou poderia ter sido não fosse outra coisa do que o que você poderia ter sido parecia a eles ser outra coisa."

Juliara Sandes Silva

CEPI Pré-universitário 2°B - 2016
Guerra Civil
Stuart Moore




O livro Guerra Civil é basicamente um confronto dos jovens Vingadores e da S.H.I.E.LD. A diretora da S.H.I.E.L.D e os policiais de Nova York tentam capturar o Capitão Falcão e Wiccano , mas eles 
acabam escapando. 
No livro, também tem o Quarteto Fantástico, Homem-Aranha, os vilões e o Demolidor, que ajuda a salvar várias pessoas em um acidente misterioso em um prédio na cidade de Stanford. Também lutaram contra um grande robô cujo nome era Destinobô, depois tiveram uma reunião entre todos eles, pois várias pessoas haviam morrido. 
A S.H.I.E.L.D os chama para trabalharem com ela e todos eles revelam seus nomes verdadeiros, apesar de nem todos estarem de acordo com isso. Obviamente, todos já conheciam a identidade do Homem de Ferro, do Quarteto Fantástico, além de alguns dos Vingadores. 
O livro é mistério atrás de mistério, cada coisa nos deixa com a mente leve e viajante, parece até que estamos sonhando, ele te leva a outro mundo da literatura, um mundo onde tudo é melhor, onde não há preocupação. 
No livro também há intrigas entre Homem de Ferro e Capitão América, dois membros essenciais para os Vingadores, a maior equipe de super heróis do mundo. Quando uma trágica batalha deixa um buraco em Stanford, matando centenas de pessoas, o governo americano exige que todos os Super heróis revelem suas identidades secretas e registrem seus poderes. Para Tony Stark, o Homem de Ferro, é um passo lamentável, porém necessário, o que o leva a apoiar a lei. Para Capitão América, é uma intolerável agressão à liberdade cívica. 
E ainda assim, a obra acaba em mistério. Foi baseada em uma HQ de imenso sucesso, com certeza.


Ângela Nunes

CEPI Pré-universitário 2°B - 2016