sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Alice no País das Maravilhas 
Lewis Carroll



Se tem como personagens principais dessa história: Alice, o Chapeleiro Maluco, Coelho Aloprado, a Duquesa, Rainha Vermelha e o gato inglês. A história começa com Alice sentada no jardim com sua irmã enquanto lia um livro. Em determinado momento, ela vê um coelho branco passando. Sem dar muita atenção, não percebe que não se trata de um coelho comum. Esse, está vestindo um terno e não parava de olhar um relógio de bolso, como se estivesse atrasado. Alice se levanta rapidamente e vai atrás dele. Quando o coelho entra em uma toca no chão, ela vai junto. 
Pode-se notar alguns pontos de atualidade nesta obra com a Rainha Vermelha que grita várias vezes Cortem-lhe a cabeça!" onde se trata do autoritarismo da rainha, por vezes sendo enfrentada por Alice. Hoje em dia, temos sociedades controladas por grupos, onde um é superior ao outro e utilizam da autoritarismo através da ditadura.
Este livro trata-se de uma obra de tema fantástico, notando-se isso pois são tratados em uma realidade ilógica, ou seja, a narrativa se desenvolve em um mundo irreal, um universo onírico marcado pelo absurdo e situações extraordinárias. 
Segundo o filósofo e linguista búlgaro Tzvetan Todorov: "Há um fenômeno estranho que se pode explicar de duas maneiras, por meio de causas de tipo natural e sobrenatural. A possibilidade de se hesitar entre os dois, criou o efeito fantástico." 

Alice "O jogo vai indo bem melhor agora – comentou ela, para não deixar a conversa morrer."
A Duquesa "–É mesmo, e a moral disso é: Oh, o amor, é o amor que faz o mundo girar!"
Alice "–Alguém me disse que isso só acontece quando cada um cuida da sua própria vida!"
A Duquesa "–Excelente! Isso significa a mesma coisa: cuide do sentido e os sons das palavras cuidarão de si mesmos." 



A Duquesa "–Há um grande veio de mostarda numa mina aqui perto. E a moral disso é: Cada vez que um veio, um outro sempre se foi."
Alice "–Ah! Já sei! Trata-se de um vegetal. Não parece muito, mas é."
A Duquesa "–Concordo inteiramente com você, e a moral disso é: Seja o que você pareceria ser. Se você preferir de maneira mais simples: Nunca se imagine como não sendo outra coisa do que aquilo que poderia parecer aos outros que aquilo que você foi ou poderia ter sido não fosse outra coisa do que o que você poderia ter sido parecia a eles ser outra coisa."

Juliara Sandes Silva

CEPI Pré-universitário 2°B - 2016

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