A Rainha Vermelha
Victoria Aveyard
Título Original: Red Queen
Ano de lançamento: 2015
Número de páginas: 414
Editora: Seguinte
Ano de lançamento: 2015
Número de páginas: 414
Editora: Seguinte
“O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: Vermelho ou Prateado.”
Me indicaram A
Rainha Vermelha já faz um tempo e, nossa, como enrolei para ler. O título não
me chamou a atenção. Para ser mais sincera, me deu a impressão de que eu não
iria gostar. Então, meu pai resolveu me dar um livro de presente e eu arrisquei
pedir esse. Na primeira página, continuei com a mesma opinião. Tanto não me
prendeu a atenção que tive que recomeçar a leitura cinco vezes. Valeu à pena o esforço. Esse
meu desânimo sumiu antes do fim do primeiro capítulo e não voltou até agora.
Estou ansiosíssima pelos próximos, já que é o primeiro de uma trilogia e
esperar pelo livro físico está sendo um exercício do meu autocontrole.
A própria
protagonista já é um atrativo. Eu sofri, me indignei, fiquei com raiva, desconfiei
e confiei junto a Mare. É uma garota que não teve escolha a não ser crescer e
dá para ver que essa é a realidade de pessoas como ela: aqueles de sangue
vermelho, plebeus. Pois, diferente dos prateados, vermelhos não têm poderes
especiais, precisam trabalhar ou, assim que completarem dezoito anos, irão
enfrentar o terror da guerra e, muito provavelmente, morrerão. E esse é o
futuro da protagonista, pois roubar não é considerado um trabalho e é a única
coisa que ela sabe fazer para ajudar a sua família.
Quando as esperanças de Mare estão quase mortas, um encontro com um homem misterioso muda tudo e ela consegue um emprego no palácio. Seria uma criada, teria que servir aqueles que mais despreza, além de futuramente ter que deixar Palafitas, o vilarejo onde vive, se dirigindo à capital junto a seus "patrões". Difícil. Porém, naquele momento, passou por cima de seu próprio orgulho. Tudo pela família.
Quando as esperanças de Mare estão quase mortas, um encontro com um homem misterioso muda tudo e ela consegue um emprego no palácio. Seria uma criada, teria que servir aqueles que mais despreza, além de futuramente ter que deixar Palafitas, o vilarejo onde vive, se dirigindo à capital junto a seus "patrões". Difícil. Porém, naquele momento, passou por cima de seu próprio orgulho. Tudo pela família.
Então, um
acidente revela para todos os prateados presentes, e até para a própria Mare, que
ela possui um poder misterioso... Mas como? Seu sangue é vermelho, não há
dúvidas disso.
É aí que a história realmente começa.
Victoria nos
trás uma protagonista de personalidade forte, que não aceita tudo que lhe é
imposto de cabeça baixa, mas, se é por aqueles que ama, ela os coloca na frente
de qualquer coisa, até de si própria. E a história está recheada de mulheres fortes como ela.
Então, temos os prateados. A visão de Mare é, inicialmente, cheia de ódio. Eles são seus opressores. Por culpa deles, os vermelhos são obrigados a se matar de trabalhar, viver em lugares sujos, morrer na guerra. Mas ao longo do livro, ela vai amadurecendo e a minha visão foi se modificando junto com a dela.
Então, temos os prateados. A visão de Mare é, inicialmente, cheia de ódio. Eles são seus opressores. Por culpa deles, os vermelhos são obrigados a se matar de trabalhar, viver em lugares sujos, morrer na guerra. Mas ao longo do livro, ela vai amadurecendo e a minha visão foi se modificando junto com a dela.
“O
mundo é prateado, mas também cinza. Não
existem o preto e o branco.”
Vi muitos
classificando A Rainha Vermelha apenas como Ficção Juvenil, no entanto, o vi
também como distopia. É uma monarquia e, apesar do rei não ser exatamente mau,
os prateados são inegavelmente privilegiados, enquanto os vermelhos são jogados
para a mais profunda camada da sociedade. Não são escravos, mas apenas para dar
certa ilusão de liberdade. São mantidos vivos apenas para fazerem os trabalhos
que “não são dignos” dos prateados e serem sacrificados na guerra por
interesses que não são deles.
E, como em
muitas distopias, temos um grupo revolucionário: A Guarda Escarlate. Vermelhos
lutando pelo direito de viver. E mesmo assim havia o
outro lado: a nobreza utilizando qualquer oportunidade que aparecia para fazer
da Guarda Escarlate a vilã da história. Apesar do poder de fogo menos poderoso, eles estudam o alvo e traçam estratégias de forma que teriam forma de fugir se tudo desse errado, além de utilizar do elemento surpresa e outras formas de abalo psicológico. Assim, podem superar o poderio militar inferior, de forma que me fez lembrar muito das guerrilhas. Seria então possível que, assim como os vietnamitas venceram os EUA, a Guarda Escarlate supere o poder da nobreza? Espero que sim. Apesar de não estarem em um ambiente tão familiar quanto os vietcongues, podem possuir um trunfo que, com toda certeza, eles não tiveram.
A Rainha
Vermelha tem ação, revolução, tragédia, romance e muito mais. Victoria escreve
maravilhosamente bem, aborda temas interessantes durante toda a trama e foge do
clichê. Me surpreendeu e, com toda certeza, valeu muito à pena.
Ana Elisa Galvão de Lima
Colégio Pré-universitário 2°B - 2016




Nenhum comentário:
Postar um comentário